Série de artigos em oposição ao texto de Davi Pedro, de 25/11/2015.
Argumento contra o dia 25 de dezembro: "Porque Jesus não nasceu em 25 de dezembro. Esta data foi designada por Roma numa aliança pagã no século IV. A primeira intenção era cristianizar o paganismo e paganizar o cristianismo, de acordo com o calendário Judaico Jesus nasceu em setembro ou outubro".
É verdade que Jesus não nasceu no dia 25 de dezembro. Não sabemos a data exata ou mesmo aproximada de seu nascimento. Não há registro sobre isso e a única pista que temos - o censo promovido pelo César - é controversa. Não há evidência também, como diz o argumento acima, que Jesus tenha nascido em setembro ou outubro.
O que as pessoas argumentam contra a data é que este é um dia de celebração pagã em Roma e que foi transformado em "Natal" com a intenção de sincretizar o Cristianismo com o Paganismo. Isto tampouco é verdade.
A história nos conta que durante os 300 anos após a morte de Cristo houve uma perseguição cruel contra os cristãos. No dia 25 de dezembro os romanos celebravam o solstício de inverno (data aproximada, pois o solstício varia de ano para ano) e esta celebração durava dias com muita bebedeira e outras coisas semelhantes ao que acontece em nosso carnaval contemporâneo.
Como também acontece hoje, os cristãos se retiravam durante aquela época. Não pelos mesmos motivos de hoje, mas sim porque podiam se reunir durante um tempo sem o pente fino de Roma. Geralmente faziam isto em lugares onde dificilmente seriam encontrados, como catacumbas, cavernas e florestas.
Quando o imperador Constantino tornou o império romano como um império oficialmente cristão, decretou o fim da celebração do solstício (uma festa pagã) e que nesta data seria celebrado o nascimento de Cristo. Não sabemos a real intenção de Constantino, mas o palpite mais forte é que o imperador tenha feito tudo isso a mando de sua cúpula de governo pois o Cristianismo crescia cada dia mais (para mais informações, sugiro a leitura da série de livros do Justo González sobre a História do Cristianismo). Foi assim que a celebração pagã do solstício se tornou a celebração do Natal.
Respondendo à pergunta, proponho outra pergunta: se não sabemos a data exata, qual o problema em se celebrar no dia 25 de dezembro? Qualquer outro dia esbarrará em uma comemoração anterior e vão dizer também que não se pode mudar o Natal para o dia 2 de abril, por exemplo, porque já se comemora o dia da Conscientização do Autismo, além de ser dia de São Francisco de Paula.
Não sabemos o dia, a data já está consagrada, o que cada um comemora é problema pessoal. A Igreja Ortodoxa, por exemplo, celebra o Natal no dia 6 de janeiro.
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